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No dia 13 de maio lançamos nosso projeto Mães Jardineiras, recebendo convidados especiais do movimento Rastafari na nossa live, data oportuna também pelo registro de abolição da escravatura, através do decreto da lei Áurea, muito embora seu resquício histórico seja propagado até hoje.

A proibição da cannabis no Brasil é fortemente marcada pela perseguição aos povos negros, bem como suas práticas culturais foram um dia, à exemplo do samba e da capoeira. Até mesmo o exercício de usos ritualísticos que puderem ser registrados entre os praticantes de Candomblé, povos indígenas, e nordestinos que utilizavam a maconha em reuniões de cantoria fechadas. 

Ainda hoje o uso ritualístico/espiritual da cannabis consta presente em diversas tradições, como por exemplo no movimento Rastafari, que nasce na Jaimaica e passar a ganhar adpetos de seus seguimentos em todo canto do mundo, inclusive no Brasil. Um dos nossos convidados da live, Ras Kadhu  (@raskadhu), e seguidor do movimento rastafari, mencionou que a cultura Rasta ergue a bandeira da natureza, buscando a preservação da vida em sua totalidade e o respeito a todos os seres que dela fazem parte. A cannabis ou ganja como é popularmente conhecida no meio rastafari, permite na concepção de seus devotos a experiência de comunhão e integralidade com a natureza além de que, a planta já é resultado da ação da própria natureza.

O uso da maconha em contexto ritualístico espiritual, ainda segue perseguido. Cada vez mais crescem os registros de seu uso para além destes contextos, onde parece se resgatar as praticas milenares da relação que nossos ancestrais tinham com essa planta, utilizando seja para finalidades farmacológicas, terapêuticas, socias, industriais, ou para alcançar esse estado de consciência numinoso.

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O livro Rastafari Cura para as Nações – Uma perspectiva brasileira, do nosso convidado André Albuquerque, (@andrealbuquerue74) aborda essa perspectiva através da fé e da ciência como instrumento de consolidação para as práticas dessa cultura, mostrando a integração existente do homem com a maconha em seus diversos aspectos.

O projeto Mãe Jardineiras é contemplado por essa perspectiva, buscando  fortalecer a rede de mães e mulheres que lutam diariamente com seus filhos/parentes e que precisam do tratamento com cannabis. Esse projeto que nasceu da iniciativa do curso ofertado pelo nosso parceiro Padre Ticão, é responsável por acolher, orientar e incentivar mães e mulheres a terem autonomia na produção de seus próprios óleos. Nosso apoio é para que Mães Jardineiras possam ter seus direitos garantidos ao cultivo e produção dos seus medicamentos, garantindo o seguimento no tratamento de seus filhos e entes queridos, munidas com conhecimento e segurança.

Se você tem interesse em saber mais sobre nosso projeto Mães Jardineiras ou acerca do trabalho da SBEC, junte-se a nós e vamos nessa corrente de luta e conhecimento do universo canábico!

Texto: Clordana Aquino