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Curiosidade: você sabe como o 4:20 surgiu na cultura canábica?

Hoje, dia 20 de abril, grafado como 4/20 em inglês, é comemorado internacionalmente o Weed`s Day. Traduzindo, é o Dia Internacional da Maconha. A data sempre foi marcada pela realização de mobilizações, marchas e manifestações, cujas lutas se centram na descriminalização e na regulamentação da maconha a nível global.

Mas como surgiu o código 4:20? O que, dentro da cultura canábica, é um número usado para se referir ao ritual do uso da maconha, e que já aparece em filmes, como Pulp Fiction de Tarantino, em livros, principalmente dos escritores beatniks, em capas de disco, em itens de moda, etc., tem a origem em um mito da Califórnia. Por coincidência, um dos primeiros estados americanos a autorizar o uso medicinal (1996) e recreativo (2016) da maconha.

A história, de tão curiosa, parece viagem… Segundo o jornalista Steven Hager, de uma das mais conhecidas revistas especializadas em cannabis, a High Times, o termo surgiu em 1971 na Califórnia com um grupo de adolescentes da San Rafael High School, uma espécie de confraria chamada “Os Waldos”. Eles se encontravam sempre às 4:20 pm (16:20) para fumar maconha perto de um muro, na parte externa da escola.

Em certa ocasião, os jovens, que já curtiam a erva, receberam um mapa de um trabalhador da guarda costeira que levaria a uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo à São Francisco. Outra referência era que 4:20 era um código usado para se referir ao momento que eles deveriam se encontrar para sair em busca do tesouro nunca encontrado.

Ainda segundo a publicação da High Times, o termo também se popularizou na contracultura californiana após ser divulgado em cartazes de shows e panfletos da banda de rock Grateful Dead, cujo um dos integrantes conhecia “Os Waldos”. Se é uma lenda urbana, não sabemos, mas hoje o 4:20 é um código internacional para se falar de maconha entre todos os simpatizantes da causa canábica.

SBEC promove live no Dia da Maconha

Nessa data tão emblemática e importante para quem está na luta pela democratização de informações sobre a cannabis, a Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC) realiza uma celebração do Dia da Maconha, com a transmissão online da live “Cannabis medicinal: uso terapêutico no cenário atual”, da qual participam a Dra. Eliane Nunes, psicóloga, psiquiatra e presidente da SBEC; o Padre Ticão, pároco em Ermelino Matarazzo – Zona Leste de São Paulo, militante e apoiador de projetos e pesquisas sobre maconha medicinal; e o deputado Paulo Teixeira, presidente do projeto de lei que trata da regulamentação dos medicamentos formulados com cannabis. Para quem se inscrever com antecedência e tiver participação ativa durante a transmissão, a SBEC fornecerá uma declaração de participação, que pode ajudar em pedidos judiciais futuros.


SERVIÇO:

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Weed`s Day – Dia da Maconha

Live “Cannabis medicinal: uso terapêutico no cenário atual”

Participantes: Dra. Eliane Nunes, Padre Ticão e deputado Paulo Pimenta

Declaração de participação para quem realizar inscrição prévia.

Link para inscrição no Sympla: Clique aqui!

Links para acompanhar online: Instagram e Youtube



Raquel Galvão é jornalista, pesquisadora na Unicamp e colaboradora voluntária da SBEC. Ativista pelos direitos humanos, escreve como parte da sua experiência de vida e de militância. É a favor e está na luta pela legalização e regulamentação da Cannabis Medicinal no Brasil.